Sexta-feira, 10/10/2008 22h27
Abertura dos jogos é marcada por provocações
Abertura dos Jogos Escolares do Rio Grande do Norte (Jern's). O que deveria ser um dia de festa e rivalidade pacífica entre alunos, se transformou em um verdadeiro campo de guerra entre torcidas organizadas, que crescia a cada ano. 2008 foi diferente do que historicamente vinha acontecendo.
A Polícia Militar designou 200 homens, de várias companhias e batalhões, para a operação de segurança na abertura, que juntamente com 15 seguranças da Guarda Municipal de Natal, conseguiram manter a tranqüilidade do evento na manhã de hoje. "A Companhia Montada e a Rocam fizeram a segurança externa do ginásio. Trabalhamos com quatro detectores de metais em todas as entradas, e dentro várias patrulhas que variam de quatro a 10 homens, em cada", explicou o comandante da operação de segurança, capitão Jucelino.
Um princípio de tumulto foi iniciado na chegada das torcidas de colégios, que são ligadas as facções Garra Alvinegra, do ABC, e Máfia Vermelha, do América. "Tivemos um problemas nos acessos do estádio Machadinho, mas nada além de um tumulto, conseguimos dispersar os grupos, sem grandes problemas", informou o capitão Jucelino.
No ano passado 20 adolescentes foram apreendidos. Hoje, apenas um incidente foi registrado antes da abertura, um adolescente de 15 anos foi apreendido tentando entrar com dois rojões, no Machadinho. "Isso na mão de um deles é uma arma", comentou um policial. Para a coordenadora da Coordenadoria de Desportos (Codesp), Ana Dalva, e para o chefe de investigações, major Alarico de Azevedo a abertura foi considerada tranqüila, sem grandes problemas.
A segurança foi um fator tão relevante, que 10 seguranças particulares foram chamados para proteger a área destinada ao Colégio das Neves. "É uma forma de participar do evento e garantir a segurança dos alunos", comentou o representante da instituição, Octávio Santiago.
Provocações e rivalidade
"Uh, é a Gang", esse foi o grito mais entoado pelos, aproximadamente, 900 alunos dos colégios Floriano Cavalcanti (Floca), Edgar Barbosa, Padre Miguelinho, Francisco de Assis, Churchil e CDF-Zona Norte, ligados à torcida do ABC, provocando os, aproximadamente, 400 alunos dos colégios Zila Mamede, Atheneu, Walfredo e Francisco Ivo.
As provocações eram constantes com gestos e músicas ofensivas. Integrantes dos dois lados confirmam. "Aqui não tem essa, se entrar uma maria [integrante da máfia] a gente quebra", avisou um integrante da Flocamor [torcida do Floca]. "Atheneu é Máfia, Gang aqui não tem vez, se vier nóis quebra (sic)", disse um membro da TOA [torcida do Atheneu.
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